quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Questões: Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto

 1.  (FUVEST) 

Só os roçados da morte
compensam aqui cultivar,
e cultivá-los é fácil:
simples questão de plantar;
não se precisa de limpa,
de adubar nem de regar;
as estiagens e as pragas
fazem-nos mais prosperar;
e dão lucro imediato;
nem é preciso esperar
pela colheita: recebe-se
na hora mesma de semear.

(João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina)

Nos versos acima, a personagem da “rezadora” fala das vantagens de sua profissão e de outras semelhantes. A sequência de imagens neles presente tem como pressuposto imediato a ideia de:

a) sepultamento dos mortos.
b) dificuldade de plantio na seca.
c) escassez de mão-de-obra no sertão.
d) necessidade de melhores contratos de trabalho.
e) técnicas agrícolas adequadas ao sertão.


2. (FUVEST-SP)

Decerto a gente daqui
jamais envelhece aos trinta
nem sabe da morte em vida,
vida em morte, severina;
 (João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina)

Neste excerto, a personagem do “retirante” exprime uma concepção da “morte e vida severina”, ideia central da obra, que aparece em seu próprio título. Tal como foi expressa no excerto, essa concepção só NÃO encontra correspondência em:

a) “morre gente que nem vivia”.
b) “meu próprio enterro eu seguia”.
c) “o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida”.

d) “vêm é seguindo seu próprio enterro”.
e) “essa foi morte morrida
ou foi matada?”
.


3. (FEI-SP) Leia o texto com atenção e responda à questão.

— O meu nome é Severino
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muito na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da Serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

(João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina)

É possível identificar nesse excerto características:

a) regionalistas, uma vez que há elementos do sertão brasileiro.
b) vanguardistas, pois o tratamento dispensado à linguagem é absolutamente original.
c) existencialistas, pois há a preocupação em revelar a sensação de vazio do homem do sertão.
d) naturalistas, porque identifica-se em Severino as características típicas do herói do século XIX.
e) surrealistas, já que existe uma apelação ao onírico e ao fantástico.


4. (CEFET) Leia as seguintes afirmações sobre Morte e Vida Severina:

I) O nascimento do filho do compadre José é antagônico em relação aos outros fatos apresentados na obra, já que esses são marcados pela morte.
II) Podemos dizer que o conteúdo é completamente pessimista, considerando-se que a jornada é marcada pela tragédia da seca, o que leva Severino à tentativa de suicídio.
III) Mais do que a seca, as desigualdades sociais do Nordeste são o tema da obra.

Assinale a alternativa correta sobre as afirmações:

a) Somente I e II estão corretas.
b) Somente I e III estão corretas.
c) Somente II e III estão corretas.
d) As três estão corretas.
e) As três estão incorretas

5. (POLI) O trecho abaixo é um fragmento de Morte e vida severina, poema escrito por João Cabral de Melo Neto. O poema conta a história de Severino, um retirante que foge da seca, saindo dos confins da Paraíba para chegar ao litoral de Pernambuco (Recife). Lá, o retirante acredita que irá encontrar melhores condições de vida. Este excerto (trecho) conta o momento em que, no final de sua caminhada, Severino chega ao litoral. Mas, mesmo ali, encontra apenas sinais de morte, como quando estava no sertão. Completamente desacreditado, sugere a um morador da região que pretende o suicídio. Então, inicia com ele uma discussão. Acompanhe:

"- Seu José, mestre Carpina
Para cobrir corpo de homem
Não é preciso muita água.
Basta que chegue ao abdômen
Basta que tenha fundura igual a de sua fome.
- Severino retirante,
O mar de nossa conversa
Precisa ser combatido
Sempre, de qualquer maneira.
Porque senão ele alaga e destrói a terra inteira. 


- Seu José, mestre Carpina,
Em que nos faz diferença
Que como frieira se alastre,
Ou como rio na cheia
Se acabamos naufragados
num braço do mar da miséria?"

(trecho tirado de teatro representado no Tuca)

O argumento central de Severino para defender sua intenção de suicidar-se é:

a) o de que o rio, tendo fundura suficiente, será o melhor meio, naquela situação, para conseguir seu intento.
b) o de que não é possível lutar com as mãos, já que as mãos não podem conter a água que se alastra.
c) o de que não é possível conter o mar daquela conversa, dada sua extensão e volume.
d) o de que a miséria, entendida como mar, irá naufragar mesmo a todos, independentemente do que se faça. 
e) o de que abandonando as mãos para trás será mais fácil afogar-se, já que não poderá nadar.

6. (FUVEST) É correto afirmar que, em Morte e Vida Severina:

a) A alternância das falas de ricos e de pobres, em contraste, imprime à dinâmica geral do poema o ritmo da luta de classes.
b) A visão do mar aberto, quando Severino finalmente chega ao Recife, representa para o retirante a primeira afirmação da vida contra a morte.
c) O caráter de afirmação da vida, apesar de toda a miséria, comprova-se pela ausência da ideia de suicídio.
d) As falas finais do retirante, após o nascimento de seu filho, configuram o “momento afirmativo”, por excelência, do poema.
e) A viagem do retirante, que atravessa ambientes menos e mais hostis, mostra-lhe que a miséria é a mesma, apesar dessas variações do meio físico.


7. (PUCCamp) A leitura integral de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, permite a correta compreensão do título desse “auto de natal pernambucano”:

a) Tal como nos Evangelhos, o nascimento do filho de Seu José anuncia um novo tempo, no qual a experiência do sacrifício representa a graça da vida eterna para tantos “severinos”.
b) Invertendo a ordem dos dois fatos capitais da vida humana, mostra-nos o poeta que, na condição “Severina”, a morte é a única e verdadeira libertação.
c) O poeta dramatiza a trajetória de Severino, usando o seu nome como adjetivo para qualificar a sublimação religiosa que consola os migrantes nordestinos.
d) Severino, em sua migração, penitencia-se de suas faltas, e encontra o sentido da vida na confissão final que faz a Seu José, mestre capina.
e) O poema narra as muitas experiências da morte, testemunhadas pelo migrantes, mas culmina com a cena de um nascimento, signo resistente da vida nas mais ingratas condições.

8. (UEL) Em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, a palavra "severino(a)" apresenta-se como substantivo próprio, substantivo comum e adjetivo. Tal fato ocorre porque, nessa obra, a palavra "severino(a)":

a) Designa aquele que fala, além de outras personagens que, em virtude das dificuldades impostas pela vida, caracterizam-se por assumir a disciplina como norma de conduta. O termo qualifica a existência como permanente cuidado de não se expor a repreensões e censuras.
b) Designa a individualidade austera do protagonista e a individualidade flexível de outros homens e mulheres escorraçados do sertão pela seca. O termo qualifica a existência como busca constante de superação das dificuldades.
c) Designa o protagonista como ser inflexível, bem como outros retirantes que também se caracterizam pela rigidez diante da vida. O termo qualifica a existência como possibilidade de impor condições com rigor.
d) Designa aquele que fala, além de outros homens e mulheres que se caracterizam pelo rigor consigo mesmos e com os outros. O termo qualifica a existência humana como marcada pela austeridade nas opiniões.
e) Designa aquele que fala, o protagonista do auto, bem como os retirantes que, como ele, foram escorraçados do sertão pela seca e da terra pelo latifúndio. O termo qualifica a existência como realidade dura, áspera.


9. (UFOP) A partir da leitura de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, é correto afirmar que:

a) trata-se de um texto exclusivamente narrativo, uma vez que traz o relato dos episódios de uma viagem da personagem Severino do sertão até o mar.
b) trata-se de um texto exclusivamente dramático, uma vez que é composto de falas das personagens, além de comportar rubricas com marcações cênicas bastante nítidas.
c) trata-se de um texto exclusivamente lírico, uma vez que apresenta o discurso individual de Severino, que fala de si todo o tempo.
d) trata-se de um texto cuja classificação é de tragédia pura e simples.
e) trata-se de um texto cujo gênero é múltiplo, por não se prender exclusivamente a nenhum.


10. (UNIOESTE) Em relação à peça Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, todas as afirmativas abaixo são válidas, EXCETO

A) O fato em Morte e Vida Severina que comprova o subtítulo “auto de Natal” do poema-peça é o nascimento de um menino.
B) Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto apresenta uma atitude de resignação e conformismo ante as desgraças e desesperos dos muitos Severinos.
C) O êxodo do sertão em busca do litoral não é uma solução para o retirante, pois na cidade grande encontra sempre a mesma morte severina, como revelam os dois coveiros.
D) Na cidade grande, quando não encontra uma morte severina, tem que levar uma vida severina, vivendo no meio da lama, comendo os siris que apanha em mocambos infectos.
E) A problemática apresentada em Morte e Vida Severina é basicamente de caráter social e envolve a caótica e degradante situação do homem nordestino, vitimado pelas secas, pela fome e pela miséria.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Atividades sobre charges e cartuns

Charge 1

a) Quais são as possíveis leituras que se pode fazer desta charge?

b) O que você entende por "Inclusão Digital"? 

c) Por que esta charge é engraçada? 

d) Você acha que a expansão tecnológica tem melhorado a qualidade de vida das pessoas? Como? 

e)Quais são os principais benefícios e prejuízos de se utilizar a Internet? 

f) Você acredita que a tecnologia torna as pessoas mais individualistas?  Por quê?


Charge 2

a)Quais as possíveis leituras que poderiam ser feitas a partir desta charge? 

b) O que é necessário para que haja diminuição da violência?

c) Como o esporte pode mudar a vida de uma pessoa?



Charge 3



a) Quem é o personagem dessa charge? Como você o identificou?
b) Que região do país está sendo retratada no primeiro quadrinho? Por que podemos afirmar isso?
c) A que fases da vida do personagem as palavras “ontem” e “hoje” estão relacionadas?   
e) Analisando o quadro “ontem”, podemos identificar que o personagem teve um passado cheio de privações/ limitações? Quais são os sinais (ÍNDICES) que nos permitem chegar a essa conclusão?
f) Analisando o quadro “hoje”, percebemos que, embora envelhecido, trata-se do mesmo personagem?
g) Onde ele mora agora?  Como podemos chegar a essa conclusão?
i) Como ele é retratado agora?
j) Que índices nos levam a entender que a situação de vida dele mudou?
k) Qual a conclusão que podemos chegar então, a respeito dessa Charge?


sábado, 5 de outubro de 2013

Atividades de Conjunções subordinativas

1- Na frase Quando ocorreu o encontro entre as civilizações pré-colombianas e pré-cabralianas, os colonizadores foram capazes de superar a tragédia do enfrentamento...”, a conjunção destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
a) assim que
b) contudo
c) sempre que
d) à medida que
e) embora

 2-  A palavra como  tem o valor  de conjunção subordinativa conformativa na opção:

a) Como não tivesse condições financeiras suficientes, Rubião viveu com parentes.
b) Como estava agravável a manhã, Rubião resolveu passear na enseada.
c) As más notícias chegam tão rápidas como as chuvas de verão.
d) Como ele mesmo disse, mana Piedade não se casou.


3-Sabendo que uma mesma conjunção subordinativa, dependendo do contexto em que estiver empregada, pode adquirir sentidos diferentes, analise as orações abaixo, atribuindo a classificação adequada a cada uma das conjunções em destaque:
a – Como não havia recursos financeiros suficientes, as obras ficaram paralisadas.
b – Fizemos a pesquisa como o professor indicou.
c – Você é meiga como uma flor.
d – Desde que você apresente justificativa poderá faltar à reunião.
e – Estamos morando aqui desde que a cidade foi fundada.

4- Por certo, dispondo do conhecimento que tem sobre as conjunções subordinativas, analise as orações demarcadas abaixo, classificando as conjunções destacadas de acordo com o sentido por elas representado:
a – A menos que apresente uma justificativa plausível, não poderá viajar hoje.
b - Falou tão alto, que ficou com a voz comprometida no outro dia.
c – Você parece ser calma como sua irmã.
d – À medida que o volume do som aumentava, mais a população reclamava.
e – Assim que chegou ao trabalho procurou iniciar as tarefas a que lhe eram atribuídas.
f – Quando você desocupar, avise-me.
g – Conforme me indicou, procurei o profissional de saúde para tratar do meu caso.



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Atividades sobre as  Orações adverbiais

1) ASSOCIE AS ORAÇÕES DE ACORDO COM A CIRCUNSTÂNCIA QUE EXPRESSAM. EM SEGUIDA, CLASSIFIQUE-AS:

Oração Principal                                                                      
a) O verde e o amarelo foram introduzidos em nossa bandeira    
b) A bandeira brasileira ganhará uma nova estrela                      
c) As primeiras bandeiras brasileiras eram as mesmas de Portugal
d) A bandeira tem uma relação tão forte com a nação

Oração Subordinada Adverbial
( ) se um novo estado for criado.  _________________________________________
( ) que mudanças políticas costumam resultar em mudanças na bandeira. ________________
( ) depois que o Brasil se tornou independente._______________________________
( ) porque o Brasil era uma colônia portuguesa. _____________________________

2) Leia a letra da canção “Se ela quisesse”.

Se ela tivesse
A coragem de morrer de amor
Se não soubesse
Que a paixão traz sempre muita dor
Se ela me desse
Toda devoção da vida
Num só instante
Sem momento de partida
O que eu preciso ouvir
Pudesse ela me dizer
Como é lindo se morrer de amor
Que o tempo insiste
Porque existe um tempo que há de vir
Se ela quisesse, se tivesse essa certeza
De repente, que beleza
Ter a vida assim ao seu dispor
Ela veria, saberia que doçura
Que delícia, que loucura

a) Quem é ela, nessa letra de canção?
b) Releia os dois versos iniciais e os três últimos. O que aconteceria se a amada do eu lírico tivesse a coragem de morrer de amor?
c) Explique a expressão “morrer de amor”. 
d) Diante de tudo que você já estudou sobre os poetas da 2ª fase modernista, você diria que esse texto pertence a qual escritor?
a) Carlos Drummond de Andrade          b) Cecília Meireles        C) Vinicius de Moraes

e) Na letra da canção, há duas orações subordinadas adverbiais em destaque. classifique-as: _______________________________________________________________.

3) Leia um trecho de uma reportagem sobre voluntários que ajudam atletas com deficiências e classifique as orações em destaque.

Eles formam uma parceria especial. No esporte paraolímpico, algumas modalidades exigem que o atleta seja acompanhado por um guia, ou que tenha auxílio no treino. Isso ocorre, por exemplo, na corrida de deficientes visuais, que necessitam de guias tão rápidos quanto eles próprios, ou até mais [...]
O atleta Emerson Germano de Oliveira, 35 anos, deficiente visual que corre as provas de 400 e 800 metros, treina há três anos em Santo André com o guia voluntário Felipe Alexandre Correia Cabral [...] “Para mim, o Emerson é como um pai.
Tudo o que tenho hoje é graças a ele, pude viajar e ter experiências”, emociona-se Felipe, que pretende especializar-se em esporte adaptado. “Passei a ser uma pessoa melhor depois que comecei esse trabalho. Hoje, quando vejo alguém na rua precisando de ajuda, logo me prontifico.” [...]

4- No fragmento da música de Luan Santana “ Mesmo que você não caia na minha cantada / Mesmo que você conheça outro cara (...) eu vou estar te esperando” podemos observar a presença de uma oração subordinada adverbial:
           a)     Final                 b) proporcional             c) temporal                   d) concessiva


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Atividades sobre o Quinhentismo no Brasil para a 1ª série do Ensino Médio

1- Por que o Quinhentismo é importante mesmo que tenha mais valor histórico do que literário?
2- Quais os tipos de textos produzidos aqui no Brasil durante o Quinhentismo?
3- Qual o gênero textual mais produzido durante o Quinhentismo? O que era mostrado nesses textos?
4- Qual a intenção da Carta de Achamento escrita por Pero Vaz de Caminha?
5- Cite as características da Carta de Caminha.
6- Qual o objetivo da literatura de Catequese? O que era feito para atrair os índios à religião Cristã?

As respostas dessas atividades podem ser encontradas no livro didático de vocês a partir da página 201

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Estrutura da Dissertação

É uma modalidade de composição que visa analisar, ou comentar expositivamente conceitos ou ideias sobre um determinado assunto. Pode apresentar-se de forma expositiva ou argumentativa.
O texto Dissertativo possui uma natureza reflexiva que consiste na ordenação dessas ideias a respeito de um determinado assunto.
Dissertar é debater. Para discutirmos questões dos variados assuntos que a sociedade nos apresenta precisamos da Dissertação.
São três as partes básicas de uma redação:
Introdução, Desenvolvimento e Conclusão
Na Introdução do texto dissertativo encontramos a delimitação de um tema, que também chamamos assunto.
O Desenvolvimento é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente,  em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas.
A Conclusão geralmente retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido.

O trabalhador brasileiro, em sua grande maioria, recebe salário mensal que tem como ponto de referência a chamada "Cesta Básica". Leia o texto a seguir e, baseado no que ele significa para você, escreva a sua redação, dissertativa.
COMIDA 

(Arnaldo Antunes/ Marcelo Fromer/Sérgio Britto) 
Bebida é água 
Comida é pasto
Você tem sede de quê? 
Você tem fome de quê? 
A gente não quer só comida, 
A gente quer comida, diversão e arte. 
A gente não quer só comida, 
A gente quer saída para qualquer parte. 
A gente não quer só comida, 
A gente quer bebida, diversão, balé. 
A gente não quer só comida, 
A gente quer a vida como a vida quer.
Bebida é água. 
Comida é pasto. 
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê? 
A gente não quer só comer, 
A gente quer comer e quer fazer amor. 
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro, 
A gente quer dinheiro e felicidade. 
A gente não quer só dinheiro, 
A gente quer inteiro e não pela metade.